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Reabilitação pós-operatória ortopédica: por que começar cedo importa

6 min de leituraPublicado em 08 de maio de 2025

A literatura ortopédica das últimas duas décadas mudou radicalmente o paradigma pós-operatório: do repouso prolongado para a mobilização precoce e carga progressiva controlada — sempre dentro dos limites cirúrgicos e da fase tecidual.

Reconstrução de LCA: o paradigma mudou

Protocolos atuais para LCA incluem extensão imediata, ativação de quadríceps na primeira semana e progressão de carga conforme critérios funcionais, não apenas tempo. Estudos mostram menor taxa de re-ruptura quando o retorno ao esporte é guiado por testes objetivos.

Pós-operatório de ombro

Em reparos de manguito rotador, protocolos baseados em evidência equilibram proteção tecidual e mobilização escalonada. Estudos comparativos mostram que protocolos muito conservadores não reduzem taxa de re-ruptura em relação a protocolos progressivos bem conduzidos.

Critérios funcionais para alta

Força simétrica, controle neuromuscular, testes de salto e questionários funcionais devem guiar a alta — e não apenas o calendário pós-operatório.

Em resumo

Reabilitação pós-operatória eficiente combina protocolo cirúrgico, fases teciduais e critérios funcionais individualizados.

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Referências científicas

  1. 1. Grindem H, Snyder-Mackler L, Moksnes H, et al. Simple decision rules can reduce reinjury risk by 84% after ACL reconstruction. British Journal of Sports Medicine, 2016.
  2. 2. Thigpen CA, Shaffer MA, Gaunt BW, et al. The American Society of Shoulder and Elbow Therapists' consensus statement on rehabilitation following arthroscopic rotator cuff repair. Journal of Shoulder and Elbow Surgery, 2016.

Este conteúdo tem fim educativo e não substitui avaliação clínica individual. Procure sempre um profissional habilitado.

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